Faculdade Rudolf Steiner

Chamada para a Revista Jataí n. 4

Setembro de 2022

A Revista Jataí é uma publicação eletrônica anual da Faculdade Rudolf Steiner e aceita artigos, resenhas, entrevistas, relatos de experiência pedagógica, estudos de caso, traduções, que sintonizem reflexões relevantes na área das Ciências Humanas, em perspectiva interdisciplinar, e dialoguem, em algum nível, com as propostas de Rudolf Steiner. Os textos podem atender ao dossiê temático, ou serem submetidos em fluxo contínuo. Este periódico aceita submissões em português, inglês e espanhol, com a finalidade de divulgar as investigações originadas em outros países e também de colaborar para a internacionalização da produção acadêmica brasileira. Os textos devem ser produzidos por doutores, doutorandos, mestres, mestrandos, pós-graduandos e graduados (desde que o primeiro autor seja doutor ou mestre).

Em seu quarto volume, a Revista Jataí propõe como dossiê temático: 1822,1922, 2022 e o próximo centenário: liberdade, identidade e interculturalidade na construção da educação brasileira, com o intuito de reunir e ampliar reflexões interdisciplinares sobre temáticas caras à cultura e à educação brasileira.

Datas comemorativas são sempre relevantes. Ao celebrá-las, nos damos conta do quanto somos importantes para os outros. Cerimônias evocam união, compartilhamento e restabelecem laços entre os participantes. Nesses momentos, o coletivo se unifica e, nos saudando, estreitamos nossos vínculos. Eventos históricos, tal como quaisquer narrativas, apontam para potências e riscos. Podem efetivar congraçamento e união, mas também podem levar a imposições e exclusões. De que forma 1822 pautou os discursos sobre a identidade nacional brasileira?

Cem anos depois do grito do Ipiranga, um evento na fremente São Paulo dos anos 1920 reiterou a problemática: de que forma o modernismo cultural construiu um imaginário pautado na noção de liberdade?   O Teatro Municipal de São Paulo reuniu artistas de âmbitos variados para propor uma outra forma de emancipação de um Brasil a tanto buscado. O gesto corajoso dos modernistas teria alcançado seus propósitos e instalado perspectivas para uma cultura própria e autêntica?

Hoje, no segundo centenário de criação do Estado brasileiro, podemos revigorar a memória como oportunidade para repensarmos quais foram os discursos que nos constituíram para recusarmos o que não queremos ser e construirmos o novo, o inusitado, nossa própria contribuição para uma educação de fato brasileira, na qual a interculturalidade própria da nossa identidade se apresente como o ambiente onde se tece uma proposta inusitada de liberdade,  que permita vislumbrar um devir humano em permanente vivificação.

E, diante das mais profundas questões que experimentamos, aventamos, enfim: qual antropofagia pode nos unir nos próximos centenários?

Prazo para submissão: 20 de maio de 2022

Endereço para submissão: jatai@frs.edu.br

Normas para publicação

Artigo

O texto deverá iniciar com título e, na linha abaixo, nome completo do/a autor/a ou autores. Em rodapé, sinalizado com asterisco (*), faz-se breve descrição do currículo (no máximo três linhas), com formação, filiação institucional e e-mail.

O texto deve ser salvo no formato Word, digitado em espaço 1,5, em fonte Times New Roman, corpo 12, margens de 2,5 cm. As citações com mais de três linhas devem vir sempre em novo parágrafo, em corpo 10, sem aspas e com recuo de 4 cm.

O artigo deverá ter extensão mínima de 12 páginas e máxima de 20 páginas, formatado para folha A4. Deve vir acompanhado de uma folha de rosto, na qual, obrigatoriamente, deve constar resumo e abstract (entre 200 e 250 palavras) e explicitar, em parágrafo único, com entrelinha simples, tema geral e problema da pesquisa; objetivos metodologia utilizada; principais resultados e conclusões. Abaixo do resumo e do Abstract, devem constar palavras-chave (entre 3 e 5) em português e keywords em inglês.

Alguns itens a serem observados na digitação dos textos: aspas duplas somente para citações diretas (com menos de 3 linhas) no corpo de texto; itálico para palavras com emprego não convencional e para palavras estrangeiras, neologismos e títulos de obras e publicações.

Notas de pé de página (rodapé) devem ser sempre explicativas e restritas ao mínimo indispensável, numeradas sequencialmente e alocadas ao final da página correspondente. Fonte Times New Roman 10 (padrão), alinhamento justificado, com espaço simples.

As citações no corpo do texto devem obedecer à forma autor-data (SOBRENOME DO AUTOR, ano) ou (SOBRENOME DO AUTOR, ano, p. xx). Ex.: (BACHELARD, 2009, p. 36).

As referências bibliográficas completas devem vir ao final do texto, com espaçamento entrelinhas simples, e precedidas do subtítulo Referências, devendo conter exclusivamente os autores e os textos citados no trabalho e ser apresentadas em ordem alfabética, obedecendo às normas da ABNT.

Seguem alguns exemplos:

Livros:

BENJAMIN, Walter. Reflexões sobre a criança, o brinquedo e a educação. São Paulo: Ed. 34, 2009.

Capítulos de livros:

STEINER, Rudolf. Cognição e Realidade. In: A Filosofia da Liberdade. 4.ed. São Paulo: Antroposófica, 2008. p. 61-76.

Livro inteiro com dois organizadores:

BRAGANÇA, Aníbal; ABREU, Márcia (Orgs.). Impresso no Brasil: dois séculos de livros brasileiros. São Paulo: Editora UNESP, 2010.

Periódicos:

BACH JUNIOR, Jonas. O trabalho biográfico como fonte de aprendizado: autoeducação e fenomenologia de Goethe. Educar em Revista, v.35, n. 74. p. 233-250, 2019.

Teses e dissertações:

PETRAGLIA, M. S. O fazer musical como caminho de conhecimento de si e conhecimento do outro no contexto empresarial. 2015. 315 p. Tese (Doutorado em Psicologia Social) – Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015.

Documento eletrônico:

FERREIRA-SANTOS, Marcos (2014). Outros tempos e espaços de saber compartilhado: coisas ancestrais de creança. In: Processos Artísticos, tempos e espaços. São Paulo: Secretaria Municipal de Cultura. Disponível em:< https://territoriodobrincar.com.br/wp-content/uploads/2015/06/outros_tempos_espacos_marcosfe.pdf >. Acesso em: 20 ago. 2020.

Imagens e ilustrações

FIGURAS, TABELAS Ou GRÁFICOS devem ser numeradas em arábico. No texto, aparecem designadas pela abreviatura (Fig. 1; Tab. 1; Graf. 1), legenda em fonte Times New Roman, 10; espaçamento simples.

Resenha

A resenha de livro não possui título específico e sua apresentação se dá pelo título do livro resenhado (*referência completa no rodapé), alinhado à esquerda, em caixa alta, fonte Times New Roman, 12, negrito, seguido pela expressão: Resenha por (nome do autor). Em rodapé, sinalizado com asterisco (*), faz-se breve descrição do currículo do autor resenhista (no máximo três linhas), com formação, filiação institucional e e-mail. Uma linha abaixo do nome do autor resenhista deve constar o texto da resenha e seguir as mesmas diretrizes para a apresentação de artigos.

Entrevista

A entrevista acadêmica deve ser minuciosamente reproduzida sob as formas e normas técnicas e metodológicas indicadas no endereço: http://www.oneesp.ufscar.br/texto_orientacao_transcricao_entrevista.Deve seguir rígidas normas de transcrição, não podendo ser manipulada textualmente. Deve possuir um título, seguido, como subtítulo, da expressão entrevista com (Nome do entrevistado), justificados, em caixa alta, fonte Times New Roman, 12, negrito. Deve conter breve apresentação do entrevistado e as circunstâncias da entrevista. Em sequência, seguem as perguntas em negrito e as respostas do entrevistado sem negritar.

Relato de experiência

A experiência, como nos ensina Jorge Larrosa Bondía (2002, p.25-26), constitui-se como “aquilo que ‘nos passa’, ou que nos toca, ou que nos acontece, e ao nos passar nos forma e nos transforma”. Assim, um acontecimento comum gera diferentes experiências, sendo estas singulares, únicas e irrepetíveis. O sujeito da experiência, aberto à própria transformação, expressa, em sua força, o saber  – distinto da informação  – e a práxis – distinta da técnica.  Esse saber emerge da tensão entre o conhecimento e a vida humana, sendo inseparável do indivíduo. Por isso, demanda um gesto de interrupção, um parar para pensar, para olhar, para escutar, para sentir, suspendendo o automatismo da ação, um cultivar da atenção para a arte do encontro. É nesse sentido que se propõe a escrita do relato de experiência para a edição desta revista. Deve abordar processos pedagógicos ou artísticos vivenciados no âmbito da educação em texto com até 10 páginas, podendo conter imagens e fotos (desde que autorizadas). O texto deve trazer as motivações e metodologias para as ações tomadas na situação e as considerações/impressões que a vivência trouxe àquele (a) que a viveu. O relato é feito de modo contextualizado, com objetividade e aporte teórico. Não se trata de uma narração emotiva e subjetiva, nem uma mera divagação pessoal e aleatória. O relato não deve ser apenas descritivo-narrativo, deve estabelecer ponderações e reflexões, embasadas na experiência relatada e no seu respectivo aparato teórico, de maneira a contribuir para outros pesquisadores da área, ampliando o efeito da sua experiência como potencial exemplo para outros estudos e vivências. O texto inclui uma introdução com marco teórico de referência para a experiência. A seguir, traz os objetivos da vivência e expõe as metodologias empregadas para realizar tal experiência, incluindo descrição do contexto e dos procedimentos. Após isso, apresentam-se os resultados observados e as considerações finais.  Os elementos constitutivos do relato de experiência são semelhantes aos do artigo.

Resumo: Deverá abranger informações sobre o objeto do trabalho acadêmico, objetivos, metodologia, discussão, conclusões do trabalho, de forma dissertativa, em apenas um parágrafo.

Palavras-chave: Devem vir na linha imediatamente abaixo do resumo (3 a 5).

Abstract: resumo em inglês

Keywords: palavras-chave em inglês.

Introdução: apresentar problema, objetivos e justificativa, metodologia e referencial teórico.

Desenvolvimento: exposição ordenada e detalhada do assunto. Nele se inserirão: a metodologia – descrever onde, quando e como ocorreu a experiência, o contexto e os procedimentos utilizados; discussão – relatar a experiência, contextualizando-a com os achados na literatura sobre o tema; mostrar análise dos resultados obtidos, se for o caso. Podem-se usar recursos ilustrativos de figura ou tabela, acompanhados de análise indicando sua relevância, vantagens e possíveis limitações. A tabela ou figura (fotografia, gráfico, desenho) deve apresentar qualidade necessária para uma boa reprodução. Deve ser gravada(o) em formato word para possibilitar correções, caso necessário. Deve ser inserida(o) no texto e numerada(o) com algarismos arábicos.

Considerações finais: deverão ser considerados os objetivos explicitados e uma síntese dos resultados, evidenciar análise e discussão dos dados obtidos. Referências: deverão constar apenas autores e obras mencionados no texto, obedecendo-se às normas da ABNT.

Estudo de caso

O estudo de caso deverá seguir as normas para artigos.

Tradução

Em razão de um grande número de escritos referentes à Pedagogia Waldorf estarem em língua alemã, serão aceitos textos de tradução desta língua em razão de despertarem interesse à área educacionalA tradução não deve ter título específico e sua apresentação se dá pelo título do texto traduzido (*referência completa no rodapé), alinhado à esquerda, em caixa alta, fonte Times New Roman, 12, negrito, seguido pela expressão: Tradução por (nome do autor). Em rodapé, sinalizado com asterisco (*), faz-se breve descrição do currículo do autor tradutor (no máximo três linhas), com formação, filiação institucional e e-mail. Uma linha abaixo do nome do autor tradutor deve constar o texto da tradução e seguir as mesmas diretrizes para a apresentação de artigos.