Uma vivência musical e corporal baseada nos cantos de trabalho presentes em comunidades rurais brasileiras. O curso reúne aprendizado de repertório tradicional, prática de gestos e movimentos associados à lida, criação de versos e brincadeiras cantadas, com contextualização histórica e apoio de vídeos e documentários.
Objetivos do curso
Vivenciar integralmente a cultura dos cantos de trabalho, unindo voz, ritmo, gesto e sentido comunitário; aprender repertório tradicional e praticar movimentos que impulsionam e sustentam o ritmo da lida; exercitar a criação de versos e jogos de canto responsorial (pergunta e resposta); e oferecer repertório e caminhos práticos para aplicação em contextos educativos e de educação musical.
Temas abordados no curso
Repertórios;
Cantos de canoeiros, marisqueiras, lavadeiras e pescadores;
Cantos do cacau, da colheita do arroz, da raspagem da mandioca, do pilar/descaroçar milho e da fiação do algodão;
Cantos de mutirão, como capina de terreiro/roça e construção de casas (taipa/pau a pique).
Contextualização histórica e cultural dos cantos e das comunidades pesquisadas;
Ritmos do trabalho como “instrumento” (ex.: pilão, remo) e jogos responsoriais;
Integração de corpo e voz, imaginários e histórias, com conexões com ancestralidades indígenas, africanas e europeias.
Metodologia de ensino
As aulas incluem aquecimento vocal com brincadeiras cantadas e preparo corporal para os gestos do trabalho, aprendizado de melodias e versos com incentivo à criação coletiva, prática de movimentos que acompanham as cantigas e exibição/escuta de vídeos e documentários que contextualizam os repertórios.
Público-alvo
Pessoas interessadas em cultura popular brasileira e canto coletivo, artistas, musicistas, regentes, terapeutas e educadores de práticas vocais e corporais.
Estrutura do curso
Formato presencial, às quintas-feiras, das 18h30 às 20h30, com carga horária total de 24 horas.
Datas dos encontros:
Resultados esperados ao final do curso
Ao final, você cantará em roda com segurança (respiração, projeção e escuta coletiva), compreenderá como o canto organiza e sustenta o ritmo do trabalho, praticará repertórios tradicionais de diferentes ofícios e territórios com seus contextos históricos, aplicará estruturas de pergunta–resposta para criação de versos e integrará corpo e voz por meio de movimentos ligados à lida. Também terá caminhos práticos para transformar o repertório em proposta pedagógica.
Certificação
Os participantes que cumprirem 75% da carga horária receberão o certificado de conclusão, emitido pela FRS.
Regras Gerais
A matrícula será efetivada apenas após a confirmação do pagamento, ou seja, o preenchimento da ficha de inscrição não garante a vaga no curso. Caso não seja atingido o número mínimo de participantes, a FRS reserva-se o direito de cancelar a realização do curso, sendo a comunicação feita por e-mail. O não comparecimento do aluno às aulas não o isenta da obrigação de pagamento.
Renata Mattar
Cantora, instrumentista e pesquisadora da música tradicional brasileira. Desde 1990 vem atuando como cantora e acordeonista e diretora musical em diversos grupos teatrais e musicais. Foi integrante da banda Orquídeas do Brasil de Itamar Assumpção, do grupo Palavra Cantada, do espetáculo Pernambuco, Falando Para o Mundo e Romance de Antônio Nobrega entre outros.
Trabalhou ao lado do escritor Ariano Suassuna enquanto secretário de cultura da cidade de Recife entre os anos de 1997 e 2000. Foi diretora musical e pesquisadora do grupo de teatro Romançal, idealizado pelo escritor e dramaturgo quando secretário de cultura. Neste período que morou no Nordeste deu início a sua pesquisa musical, estando em contato com importantes mestres da cultura popular em Pernambuco e Alagoas. Conviveu com Mestra Virgínia, Mestre Verdelinho, Mestre Custódio, Mestra Hilda entre outros, aprendendo com eles um vasto repertório da cultura popular. Com parte deste repertório formou o grupo Comadre Florzinha que se apresentou em diversos festivais no Brasil e Europa.
Iniciou sua pesquisa em Cantos de Trabalho ainda neste período,1999, quando visitou as Destaladeiras de Fumo de Arapiraca na comunidade de Vila Fernandes, Alagoas. A partir daí vem visitando e registrando inúmeras cantigas em comunidades espalhadas pelo Brasil onde encontrou grupos de trabalhadores rurais que tinham a tradição dos cantos de trabalho. Com o repertório desta pesquisa vem realizando oficinas de formação para educadores e crianças em escolas e instituições de vários estados brasileiros. Formou a Cia Cabelo de Maria em 2007 que vem divulgando a pesquisa com a realização de diversos espetáculos e cds, entre eles, os CDS Cantos de Trabalho I e II pelo selo Sesc.
Regras Gerais
A matrícula será efetivada apenas após a confirmação do pagamento, ou seja, o preenchimento da ficha de inscrição não garante a vaga no curso. Caso não seja atingido o número mínimo de participantes, a FRS reserva-se o direito de cancelar a realização do curso, sendo a comunicação feita por e-mail. O não comparecimento do aluno às aulas não o isenta da obrigação de pagamento.