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Extensão e Ampliação Cultural

Oficina de Cultura popular: Cantos de trabalho

Oficina de Cultura popular: Cantos de trabalho

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Concepção do curso

Oficina musical Cantos de Trabalho Nos interiores do Brasil, ainda hoje, podemos encontrar vivos na voz de trabalhadores rurais, os cantos que acompanhavam o ritmo dos trabalhos, diminuindo o esforço da lida e proporcionando momentos de confraternização, alegria e solidariedade. Renata Mattar vem visitando, desde 1999, pequenas comunidades em busca desses cantos, com o objetivo de registrá-los e divulgá-los em forma de cds, espetáculos e oficinas. A ideia das oficinas é oferecer uma vivência integral dessa cultura, onde os participantes poderão, além de aprender as músicas, praticar gestos e movimentos aliados aos trabalhos que ajudam a impulsionar e manter o ritmo da lida e a prática do aprendizado e criação de versos que são usados nas cantigas de roda. Serão apresentadas cantigas de mutirão de roça para plantar e para colher, cantos de canoeiros, pescadores, lavadeiras, marisqueiras, fiandeiras de algodão, cantos da bata do milho, cantigas de pilar o milho, de pilar café, cantos do cacau, das casas de farinha, de colher arroz, de bater feijão, entre outros.

 

Objetivos

Difundir e multiplicar um repertório riquíssimo que está se perdendo na voz de trabalhadores rurais que tinham como tradição cantar trabalhando. Um dos objetivos importantes da oficina é oferecer possibilidades aos educadores para praticarem esse repertório no contexto da educação musical infantil. Trabalhando com brincadeiras corporais, voz, imaginários e histórias, levando conexões com a ancestralidade de nossas matrizes culturais indígenas, africanas e europeias que trouxeram nas suas vozes esse cantar, esse brincar, esses gestos rituais que tornam a vida cheia de significados.

Duração e carga horária

Carga horária total: 8 horas.
Dias da semana: quartas-feiras, das 19h às 21h.

Aula 1 – 17 de abril – Cantigas das águas (canoeiros, lavadeiras, pescadores e marisqueiras).
Aula 2 – 24 de abril – Cantigas das flores, dos pássaros e dos animais.
Aula 3 – 08 de maio – Cantos de pilar o milho, de peneirar, de bater o milho e feijão, da colheita de cacau, de descascar mandioca, de plantar e colher arroz.
Aula 4 – 15 de maio – Canto dos mutirões para preparar a terra, para pisar o barro na construção da casa de taipa, cantigas das fiandeiras de algodão.

Metodologias de ensino

  • Contextualização histórica e social dos cantos que serão ensinados;
  • Aquecimento vocal e corporal;
  • Prática das melodias e aberturas de vozes;
  • Brincadeiras e movimentos que acompanham os cantos;
  • Aprendizado de versos;
  • Espaço para improvisação de versos;
  • Apresentação de vídeos da pesquisa em campo;

 

Bibliografia: AS MELODIAS DO BOI E OUTRAS MELODIAS – Mário de Andrade O NEGRO E O GARIMPO EM MINAS GERAIS – Aires da Mata Machado OS SONS DOS NEGROS NO BRASIL – José Ramos Tinhorão CANTIGA DAS DESTALADEIRAS DE FUMO DE ARAPIRACA – Zezito Guedes, 1978 MÚSICA E ANCESTRALIDADE NA QUIXABEIRA – Sandro Santana, 2019. EDUFBA (pg 54, canto de trabalho) FESTAS E TRABALHO e A PARTILHA DA VIDA (editora Cabral) – BRANDÃO, Carlos Rodrigues Brandão MUTIRÃO – CALDEIRA, Clovis. Ed Nacional 1956 WORK SONG – TED GIÓIA

Docentes

Renata Mattar

Renata Mattar

Cantora, instrumentista e pesquisadora da música tradicional brasileira. Desde 1990 vem atuando como cantora e acordeonista e diretora musical em diversos grupos teatrais e musicais. Foi integrante da banda Orquídeas do Brasil de Itamar Assumpção, do grupo Palavra Cantada, do espetáculo Pernambuco, Falando Para o Mundo e Romance de Antônio Nobrega entre outros.

Trabalhou ao lado do escritor Ariano Suassuna enquanto secretário de cultura da cidade de Recife entre os anos de 1997 e 2000. Foi diretora musical e pesquisadora do grupo de teatro Romançal, idealizado pelo escritor e dramaturgo quando secretário de cultura. Neste período que morou no Nordeste deu início a sua pesquisa musical, estando em contato com importantes mestres da cultura popular em Pernambuco e Alagoas. Conviveu com Mestra Virgínia, Mestre Verdelinho, Mestre Custódio, Mestra Hilda entre outros, aprendendo com eles um vasto repertório da cultura popular. Com parte deste repertório formou o grupo Comadre Florzinha que se apresentou em diversos festivais no Brasil e Europa.

Iniciou sua pesquisa em Cantos de Trabalho ainda neste período,1999, quando visitou as Destaladeiras de Fumo de Arapiraca na comunidade de Vila Fernandes, Alagoas. A partir daí vem visitando e registrando inúmeras cantigas em comunidades espalhadas pelo Brasil onde encontrou grupos de trabalhadores rurais que tinham a tradição dos cantos de trabalho. Com o repertório desta pesquisa vem realizando oficinas de formação para educadores e crianças em escolas e instituições de vários estados brasileiros. Formou a Cia Cabelo de Maria em 2007 que vem divulgando a pesquisa com a realização de diversos espetáculos e cds, entre eles, os CDS Cantos de Trabalho I e II pelo selo Sesc.

2 parcelas de R$ 176,00  via cartão de crédito, ou R$ 352,00 à vista no boleto bancário.

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